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Como as emoções moldam nossas decisões: o papel da mente emocional no cotidiano

Quando pensamos em decisões importantes como; escolher uma carreira, terminar um relacionamento ou aceitar uma proposta de trabalho, imaginamos que a lógica está no comando. No entanto, as emoções, mesmo quando silenciosas, estão quase sempre nos bastidores, influenciando nossas escolhas de forma profunda.

 

Emoção e razão: parceiros ou rivais?

Durante muito tempo, acreditou-se que a emoção atrapalhava a razão. Mas estudos em psicologia e neurociência mostram que essa visão está ultrapassada. Pesquisadores como Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel, mostraram que usamos dois sistemas de pensamento:

 

Sistema 1: rápido, intuitivo e emocional
Sistema 2: lento, racional e analítico

Na prática, tomamos a maior parte das decisões com base no Sistema 1, ou seja, emocionalmente, e depois usamos a razão para justificá-las.


O impacto das emoções nas escolhas

 

1. Medo e ansiedade

Quando sentimos medo, tendemos a evitar riscos, mesmo quando eles poderiam nos beneficiar. A ansiedade, por sua vez, pode gerar paralisia ou decisões precipitadas, como abandonar um projeto antes do tempo.

 

2. Culpa e empatia

A culpa pode nos levar a agradar demais os outros, mesmo que isso nos custe caro. Já a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, é fundamental para decisões éticas e compassivas, especialmente em profissões de cuidado.

 

3. Gratidão e esperança

Essas emoções “positivas” aumentam nossa capacidade de enxergar possibilidades e tomar decisões mais construtivas. A gratidão, por exemplo, tem sido associada a maior clareza emocional e melhor gestão de conflitos.

Regulação emocional: a chave para escolhas conscientes

Saber reconhecer e regular as emoções é essencial para tomar boas decisões. Isso não significa eliminar sentimentos, mas aprender a escutá-los sem ser dominado por eles.

 

Exemplo prático:


Alguém pode recusar uma oferta de trabalho não por ser ruim, mas por medo da mudança. Quando a pessoa identifica que o medo é o fator central, pode refletir melhor e, talvez, reconsiderar.

Dicas para decisões mais consciente: 
1.    Pausa antes da resposta: evite agir no calor do momento.
2.    Nomeie o que sente: “Estou com medo, frustrado, ansioso…”
3.    Reflita sobre o motivo: o que essa emoção está tentando proteger?
4.    Consulte sua razão: o que a lógica diz, depois da emoção ser ouvida?
5.    Busque apoio terapêutico: a psicoterapia é um espaço seguro para elaborar emoções e clarear decisões.

©2025 - Por Silvana Ventroni - Psicóloga

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